Artigo incluído na revista Volume XI :: No.2 :: Dezembro 2015

Arqueologia Do Conhecimento

Qualidade de Vida no Trabalho (QVT): do assistencialismo à promoção efetiva

Mário César Ferreira1
(1) Universidade de Brasília (UnB), Instituto de Psicologia, Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, Núcleo de Ergonomia da Atividade, Cognição e Saúde (ECoS).
Campus Darcy Ribeiro, ICC Sul, Asa Norte
Brasília DF CEP 70.910-900, Brasil
mcesar@unb.br
Resumo

No limiar do século XXI, a questão da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) vem se tornando no mundo corporativo um tema cada vez mais presente nas agendas de dirigentes e gestores. Tal interesse se inscreve num cenário que combina, concomitantemente, a reestruturação produtiva, o agravamento de indicadores negativos em saúde e segurança no trabalho e os riscos para o alcance de objetivos e metas corporativas. É neste contexto que as organizações têm investido cada vez mais em QVT. O objetivo do texto é fornecer uma visão panorâmica das práticas hegemônicas de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) em organizações brasileiras, buscando evidenciar a sua natureza assistencialista e, sobretudo, seus limites para uma real melhoria dos indicadores de saúde e segurança. A superação do viés assistencialista requer resituar o protagonismo dos trabalhadores e suas atividades para uma efetiva promoção da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT).

Palavras-chave qualidade de vida no trabalho; assistencialismo; promoção; atividade.